Arquivo mensais:março 2010

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1ª Sessão do CineClube Florestano

O Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo iniciou as atividades do CineClube Florestano com a sala cheia. A média de público, durante os dois dias de projeção, foi de 25 pessoas, mesmo tendo uma divulgação pequena.

A intensão, a partir do mês de abril, é divulgar as atividades do Ponto de Cultura através de carro de som e cartazes, sempre em parceria com a Prefeitura Municipal de Floresta.

Para abril – mês do índio – o CineClube Florestano está selecionando algumas produções audiovisuais que tratam da questão indígena no Brasil. O CineClube Florestano está fechando uma parceria com as escolas de Floresta e das cidades vizinhas para que as projeções aconteçam, também, no ambiente escolar sempre seguidas de debates abertos.

Fotografia: Pedro Rampazzo/Sambada. Exibição de audiovisual na sede do Ponto de Cultura.

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TEIA Brasil 2010 Tambores Digitais

O Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo estará representado na Mostra Artística da TEIA Brasil 2010 Tambores Digitais – que acontece de 25 à 29 de março, em Fortaleza/CE – através do artista Ferrugem, parceiro e colaborador do Ponto de Cultura.

Com mais de 40 anos de coco, Ferrugem é um dos principais coquistas de Pernambuco. Em 2007, lançou seu primeiro CD, Mestre Quando Canta, Discípulo Tem que Respeitar (Sambada), com incentivo do Governo do Estado. Atualmente, Ferrugem e seu grupo estão gravando o segundo CD com previsão de lançamento ainda este ano.

Segundo o Mestre, “representar o coco de Pernambuco lá no Ceará, lugar que nunca cantei antes, é muita responsabilidade”. A data e o local da apresentação ainda não está confirmada, mas será entre os dias 25 e 28 de março. Entre maio e junho, Ferrugem e grupo se apresentarão na sede do Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo.

Fotografia: Pedro Rampazzo/Sambada. Mestre Ferrugem.

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Inauguração do CineClube Florestano

 Nos dias 12 e 13 deste mês, o Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Floresta, irá promover a sessão inaugural do CineClube Florestano no Espaço Cultural João Boiadeiro, no Centro da cidade. Para estes dois dias, foram selecionadas algumas obras audiovisuais pernambucanas premiadas em Festivais nacionais, além de curtas do Festival do Minuto 2009.

No dia 12, a partir das 20 horas, serão exibidas duas animações realizadas pelo Estúdio de Animação da Faculdade AESO Barros Melo, são elas: O Jumento Santo e a Cidade que Se Acabou Antes de Começar (2007), de Leo D. e William Paiva e A Morte do Rei de Barro (2005), de Plínio Uchôa e Marcos Buccini.

Após as animações, fechando a noite de estréia, o CineClube Florestano exibirá o documentário Tebei (2008), de Gustavo Vilar, Hamilton Costa, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo. Este vídeo conta um pouco da história do Coco de Tebei, da cidade de Tacaratu/PE.

No dia 13, a partir das 20h, o CineClube exibirá o curta Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico, além dos melhores vídeos do Festival do Minuto 2009. Esta iniciativa faz parte da Rede de Exibição do Festival do Minuto que vem acontecendo no Brasil.

O CineClube Florestano terá sessões todos os meses, sempre gratuitas e com filmes nacionais. A intenção é criar em Floresta um espaço de exibição e discussão para o cinema nacional.

Sessão de estréia do CineClube Florestano:
A partir das 20 horas

Dia 12: O Jumento Santo e a Cidade que Se Acabou Antes de Começar; A Morte do Rei de Barro; Tebei.

Dia 13: Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico; Melhores vídeos do Festival do Minuto 2009.

Fotografia: divulgação – O Jumento Santo e a Cidade que Se Acabou Antes de Começar.

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Perda no Coco de Tebei

No Carnaval de 2010, o Coco de Tebei fez uma apresentação na cidade de Belém de São Francisco. Naquele dia, Maria Feitosa, a cantora do grupo mais velha, estava feliz. Não por conta do Carnaval ou pelo show, era a alegria diária de Feitosa. Natural, verdadeira… A alegria de quem não tem muito, mas tem tudo: o feijão-de-arranca no terreiro – pronto para ser colhido… novinho, nem precisava de panela de pressão. Junto com as chuvas e o feijão, jerimum. Alguns vizinhos traziam espigas de milho… Ôh! vidão. Pra quê morrer? Na frente da casa, uma rede simples – daquelas que os romeiros de Padre Cícero carregam – feita no tear de sua irmã e vizinha, Maria do Carmo. Sustentabilidade! Acabou o show, voltou para a comunidade Olho D’àgua do Bruno; dormiu. No dia seguinte, vida normal: galinhas; horta; a casinha de taipa; o rebanho de cabras passando com o som dos chocalhos… Uma parte da história do Coco de Tebei se desprendeu. Algumas músicas nunca mais serão cantadas. Não que Feitosa tenha se negado a ensinar, em algum momento, mas, na tradição oral é assim. Que saudades vamos sentir das conversas em sua casa, do café passado com andu e da tapioca feita no fogão de lenha… Que saudades!

Fotografia: Pedro Rampazzo/Sambada – Maria Feitosa em sua casa, ano 2008.